BLOG

Quem disse que a gente nasce sabendo ser mãe?

A gente nasce sabendo ser mãew

“A gente já nasce sabendo ser mãe!”. É o que normalmente algumas pessoas respondem quando falamos que é preciso estudar para se criar um filho. Mas quem disse que não temos nada a aprender quando o assunto é educar uma criança?

Para mostrar que a gente não nasce sabendo ser mãe e que essa não é uma tarefa para amadores, a nossa apresentadora do Fralda Justa e Mãe do Bento, Viviani Costa, propôs uma metáfora.

Imagine se alguém te pedisse para construir um prédio?

Talvez você até saiba que é preciso preparar a fundação primeiro e depois cuidar da estrutura, para finalmente entrar na etapa da alvenaria. Porém, como nunca estudou engenharia, você não faz ideia do material que pode ser utilizado e dos cálculos que precisam ser feitos para cada um deles.

Então hoje você não seria capaz de aceitar esse trabalho.

Mas supondo que essa mesma pessoa te desse um mês pra pesquisar sobre construção civil na Internet. Porque está lá, não é mesmo? No Google, se você digitar “Como construir um prédio”, vai achar o passo a passo!

Vamos ainda supor que você aceitou o desafio e partiu atrás da sua pesquisa.

Realmente você passou um mês inteiro visitando um monte de sites e vendo vídeos no Youtube, falando de vários tipos de obras. E, depois desse tempo todo, você voltou e disse que já se sentia pronta para liderar a equipe na construção.

A obra começou então, com você à frente.

Sem planejamento, mas tudo bem. A gente tem de fazer fazendo, né? Tempo é uma coisa que ninguém tem nessa vida…

Mas enquanto a equipe mandava bala lá no canteiro, você não tirava os olhos do celular,  já que volta e meia surgia mais alguma dúvida.

Teve um dia, aliás, que um pedreiro veio reclamar…

Ele disse: “Olha dona fulana, tem um probleminha acontecendo no primeiro andar… A parede ficou fora de prumo…”.

Parede fora de prumo? Isso é coisa para se desesperar? Que nada!

Você logo achou um site que falava justamente sobre esse problema, da parede fora de prumo (que é quando ela fica torta), e descobriu que poderia: 1 – derrubar a parede inteira e fazer outra, 2 – retocar a parede com mais massa ou 3 – deixar do jeito que estava e depois, com a casa pronta, colocar os móveis na frente pra esconder (é sério, tem site que indica isso!).

Como você não queria atrasar a obra, escolheu a última opção e deixou do jeito que estava. Afinal, você estava no comando.

E assim, com aquilo que você pensava que sabia, mais umas dicas da Internet, a obra seguiu e foi concluída.

É bem verdade que você gastou muito mais material do que tinha imaginado, levou muito mais tempo pra acabar e o relacionamento com a equipe não foi fácil, porque eles questionavam as suas decisões o tempo inteiro. Mas fora isso, foi tudo “tranquilo”.  

Prédio pronto, agora já com gente morando, e o que acontece?

De repente aquela pessoa que te contratou liga reclamando que tem um vazamento feio de água acontecendo no terceiro andar. E que a parede do segundo andar está rachando.

Teve também um apartamento quase pegou fogo por conta da fiação.

Já a moradora do primeiro andar anda reclamando porque ela queria muito colocar uma estante na sala, mas a parede está torta… O móvel ficou estranho, meio pra frente.  Não tem nem como disfarçar.

Quanto problema! O que é que eu faço? É o que você se pergunta.

Procuro mais dicas de Internet pra resolver? Mudo da cidade antes que alguém me bata? Jogo a culpa em outra pessoa? Mando todo mundo sair, pra demolir o prédio de uma vez e fazer outro no lugar?

Ou sento e choro porque agora não tem mais jeito?

Pois é. Quando falamos sobre educar um filho é a mesma coisa: quase sempre não tem mais jeito depois que o tempo passa e a criança cresce.

Se a base ficou instável, se a parede ficou torta ou até porosa porque você usou um material barato e/ou de má qualidade… É muito, muito difícil mesmo corrigir. Ás vezes impossível.

Por isso é que dica isolada não faz milagre!

A gente volta e meia fala isso aqui no MundoremCores.com. Fora o perigo que se corre com informações vindas de fontes duvidosas. É do seu filho que estamos falando!

É preciso estudar pra ser mãe ou ser pai. Não tem outra saída. Você deve buscar esse conhecimento, investir – inclusive o seu tempo – nele.

Porque quem mais sofre as consequências de uma obra mal feita, neste caso, é essa pessoinha aí que você tanto ama.

Esse futuro adulto não vai conseguir se mudar da pessoa que ele se tornou para ser reformado ou demolido. Ou “desconstruído”, que é o termo da moda.

E caso seja necessária uma demolição de verdade lá na frente, provavelmente com a ajuda de terapia, ela vai ter de acontecer com o morador dentro do prédio, sofrendo com a obra em andamento, entende?

Isso incomoda, tá? (Você já fez obra na sua casa com você morando dentro dela? Então você sabe! É um caos!).

Mas talvez você esteja aí pensando: e aquele prédio que cai, mesmo depois de um engenheiro formado ter acompanhado tudo, desde o início até o fim da construção?

Pode acontecer isso mesmo. Por culpa direta desse profissional ou não.

E aí é que a gente te pergunta, de novo comparando essa obra da construção civil à educação de uma criança: se até quem estudou pode falhar, se até quem especialista pode cometer erros… Imagina quem não se prepara de verdade para a importante missão que é ser o pai ou a mãe que seu filho precisa?

E não podemos nem dizer: “ah, mas nunca é tarde para começar!”.

É sim, e amanhã já será mais tarde. Todo dia sua criança tem muito a aprender! Principalmente se ela ainda estiver na primeira infância, que vai de 0 a 6 anos.

É no valioso período da primeira infância que o cérebro faz conexões que serão importantes pra vida inteira dela. Maria Montessori nos mostrou isso de um jeito maravilhoso, ao falar dos Períodos Sensíveis!

Cada Período Sensível representa um momento em que a criança demonstra um interesse especial por uma determinada área.

E isso acontece forma natural!

É durante os períodos sensíveis que o cérebro está mais inclinado a fazer conexões relativas, por exemplo, à linguagem, ao movimento, à ordem, ao refinamento dos sentidos, à manipulação de objetos pequenos e à socialização.

Os períodos sensíveis são limitados no tempo e não se repetem.

Em seu livro “A Criança”, Montessori diz o seguinte sobre os períodos sensíveis:

“(Eles) poderiam ser equiparados a uma luz acesa que ilumina interiormente, ou bem a um estado elétrico que dá lugar a fenômenos ativos. Essa sensibilidade permite à criança colocar-se em contato com o mundo exterior de um modo excepcionalmente intenso. E, então, tudo fica mais fácil, tudo é entusiasmo e vida. Cada esforço representa um aumento de poder”.

Então, antes que essa obra acabe, busque conhecimento de verdade pra tocar o trabalho.

Se ela nem tiver começado ainda, se sua criança estiver a caminho, tanto melhor!

Escuta só o que a nossa Especialista Luciane Mota, do Curso Desenvolva seu filho Brincando, fala sobre esse assunto.

“Com a força que se ganha em casa, seu filho pode ganhar o mundo!”

É o que costuma dizer Rodrigo Quintão, CEO da Escola de Pais MundoemCores.com. E nós mais do que concordamos com ele.

A gente não nasce sabendo ser mãe

É preciso estudar! Por isso, se você não começou ainda, faça isso já! E conte com a plataforma MundoemCores.com pra isso!

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn