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Quem disse que não existem regras em uma Escola Montessoriana?

Regras em uma Escola Montessoriana

Quem disse que em uma Escola Montessoriana a criança faz o que quer, na hora que quer, porque lá ela é livre e não precisa seguir regras? Na verdade, não é bem assim que as coisas funcionam não. E a gente vai te explicar como acontece. 

Em uma escola tradicional, o professor diz ao aluno o que ele deve fazer e o tempo que ele tem. E, na hora em que o sinal bate, normalmente não interessa se a criança já acabou a atividade ou não: ela tem de parar e entregar o exercício para o professor, porque já está na hora da próxima aula.

Para Maria Montessori, essa interrupção abrupta do trabalho da criança prejudica a concentração dela e obstaculiza o seu desenvolvimento.  

Por isso, em uma Escola Montessoriana, as crianças não são obrigadas a concluir todas ao mesmo tempo uma tarefa, para começarem outra logo em seguida. Muito menos a realizarem várias atividades em sequência por períodos muito curtos. 

Mas isso não significa que horários não devam ser respeitados. 

O diferencial em um ambiente de ensino baseado em Montessori é que, nele, as crianças têm as rotinas coletivas, porém também contam com momentos livres para fazer as atividades que querem, pelo tempo que desejarem.

E como isso funciona?

Na sala de aula, a criança é estimulada a construir o ritmo do aprendizado, a partir de seus interesses. 

Então existe um tema a ser estudado. Mas a própria criança decide a forma como quer trabalhar aquele tema, com o material escolhido por ela entre o disponível em sala. 

E há mais de um mesmo tipo de material por sala para atender a todo mundo? 

Não. É uma unidade de cada material para toda a turma.

Mesmo assim, a distribuição acontece de forma organizada: Quem vai usar o que agora? Onde? Como? As próprias crianças combinam previamente. Elas têm liberdade pra isso. 

Aliás, em uma sala de aula Montessoriana, o aluno não tem de brigar para sentar na frente ou no fundo da sala, porque ela já é projetada com espaços coletivos e individuais, de forma que as crianças possam circular livremente, manter contato umas com as outras e colaborar entre si. 

E o professor não interfere? 

O professor interfere só quando é realmente preciso.

Mas não com o objetivo de ditar regras, e sim, de incentivar as crianças a criarem as regras que trarão harmonia para o grupo. 

Além disso, esse professor atua menos como alguém que transfere conhecimento e mais como um mediador do aprendizado.

Ele deve ajudar as crianças na rotina, na descoberta de seus gostos e talentos. Afinal de contas, para Montessori a criança é quem deve ser a protagonista de sua história.   

Veja só o que mais a nossa Especialista Isa Minatel, do Curso Montessori em Casa, fala sobre o papel do professor na Educação Montessori:

O resultado de tudo isso é que em uma Escola com metodologia formulada nos princípios de Montessori, a criança desenvolve com muito mais leveza e criatividade a sua autonomia, a autodisciplina e a autoeducação, habilidades tão defendidas pela Maria. 

Mas de novo: as regras em um Escola Montessoriana existem.

E quem disse que não podem existir?

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