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Estresse pode comprometer o desenvolvimento infantil?

Sim. Pesquisas comprovam que traumas surgidos na gravidez e também nos primeiros dias de vida do bebê podem influenciar no surgimento de transtornos de humor e de ansiedade nas crianças.

Um estudo feito pela Universidade de Ohio explicou como essa condição de tensão excessiva pode influenciar negativamente a saúde mental.

Esses cientistas analisaram o papel dos mastócitos, células envolvidas em reações alérgicas, que podem ser responsáveis por algumas das mudanças no neurodesenvolvimento após um trauma de infância.

Eles compararam ratos estressados com não estressados, considerando também as diferenças em relação ao sexo dos animais, e foram observados efeitos do estresse durante os primeiros anos de vida, como ser deixado sozinho, sem a mãe, por longos períodos.

Nesses testes, os animais que mais sofreram com a tensão extrema no início da vida apresentaram 30% mais mastócitos, um aumento considerado preocupante, pois liberam histamina, uma substância química associada a reações alérgicas e que poderia alterar o desenvolvimento cerebral;

Ou seja, situações como viver em um lar abusivo ou ser negligenciado podem contribuir para uma série de problemas, incluindo dependência de drogas e álcool, depressão e ansiedade, e doenças cardiovasculares.

Esse fenômeno é chamado por especialistas de estresse tóxico e diversas pesquisas já mostraram o efeito negativo dele, com alteração hormonal e consequências no desenvolvimento infantil.

Por exemplo, pesquisa da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostrou que o estresse na gravidez pode alterar as bactérias do intestino.

Já um estudo feito pela Universidade de Princeton observou que o estresse mudou a estrutura da cromatina, substância presente no cérebro relacionada à recompensa, provocando mais estresse na fase adulta.

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