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Aumentam os casos de suicídio entre crianças

Aumentam os casos de suicídio entre crianças

Este é um assunto difícil e triste, mas que precisa ser falado: aumentam os casos de suicídio entre crianças. Esse acréscimo representa 19% e considera todos com idades entre zero e 19 anos. O que inclui, portanto, os adolescentes.

Saiba mais:

  • Um levantamento de 2006 a 2016 mostrou esse aumento de 19%, segundo dados do Sistema de Informações em Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde;
  • Somente no Estado de São Paulo, os registros saltaram de 23, em 2006, para 1.284, em 2016;
  • Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que mais de 800 mil pessoas morrem, por ano, dessa causa no mundo. Isso equivale a uma morte a cada 40 segundos;
  • Por isso, a meta da OMS é reduzir a taxa de suicídio global em 20% até 2020;
  • Além disso, dados da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) apontam que mais de 12 mil suicídios ocorrem por ano no País. Número que pode ser ainda maior;
  • O estudo Diagnósticos Psiquiátricos e Suicídio – uma perspectiva mundial, de 2002, aponta os principais fatores. Entre eles, transtornos de humor (35,8%), transtornos relacionados ao uso de substâncias (22,4%), transtornos de personalidade (11,6%), esquizofrenia (10,6%) e transtornos de ansiedade/somatoformes (6,1%);
  • O Comitê Gestor da Internet no Brasil alerta que 11% das crianças e adolescentes entrevistados em pesquisa relataram ter acessado páginas que ensinavam como se machucar. E 6% sobre como cometer suicídio. Isso representa um alcance de mais de 2,5 milhões de crianças e adolescentes;
  • Para o CFM, o suicídio é considerado uma epidemia e no Brasil faz mais vítimas do que vários tipos de câncer, sendo a segunda maior causa de mortes na faixa de 15 aos 29 anos. Atrás, apenas, dos acidentes de trânsito.

E se aumentam os casos de suicídio entre crianças e adolescentes, os pais precisam ter o dobro de atenção. Principalmente a alguns sinais. Como: irritabilidade em excesso, choro, falta de apetite, queda no rendimento escolar, isolamento dos amigos e da família, alteração de humor etc.

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