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10 ferramentas da Disciplina Positiva que todo mundo deveria conhecer

10 ferramentas da Disciplina que todo mundo deveria conhecer

Abaixar até a altura dos olhos para falar com a criança, acolher ou reconhecer sentimentos são ferramentas que quase todo mundo que já ouviu falar em Disciplina Positiva conhece. Mas sabia que há outras além delas? Confira 10 ferramentas da Disciplina Positiva que nem todo mundo conhece, mas que deveria conhecer. 

1 – Decidir antes de fazer 

A criança está fazendo algo que tira te tira do sério? 

Quando reagimos pelo impulso, existe uma grande chance de acabarmos perdendo o controle e agredindo a criança, verbal ou fisicamente, o que não vai ajudar em nada a resolver aquele comportamento dela (na verdade, a tendência é piorar). 

O recomendado então é você parar, respirar fundo e decidir o fazer. Pode ser levar a criança para outro lugar em que você possa conversar mais tranquilamente com ela caso, por exemplo, ela esteja fazendo birra e tenha muita gente ao redor olhando.

2 – Aplicar o tempo fora positivo

Outra forma de lidar com a criança em situações assim é aplicar o tempo fora positivo, que consiste em dar um tempo mesmo para que tanto você, quanto a criança, acalmem-se antes de conversarem sobre o que aconteceu. 

Você pode inclusive avisar a ela dizendo mais ou menos assim: “Isso que aconteceu não foi bom, mas quando eu/você estiver mais calmo(a) nós vamos conversar”. 

Vale ainda definir, junto com a criança, um Cantinho da Calma aí na sua casa. Mas não é “Cantinho do Pensamento” e nem “Cantinho da Disciplina” não, em que a criança fica “pensando” sozinha no que fez. Essas, definitivamente, não são ferramentas da Disciplina Positiva.

Ouça só o que a Isa Minatel fala sobre o Cantinho do Pensamento:

Já o Cantinho da Calma não é uma forma de se castigar a criança, e sim um espaço onde qualquer membro da família pode ESCOLHER estar, quando precisar ficar na sua.   

3 – Mudar o foco

Essa também é uma ótima saída para aqueles momentos em que parece que nada nesse mundo vai fazer a criança parar de gritar ou de chorar

Aponte para uma formiga andando no chão, um carro passando, uma foto na parede de casa. Chame a atenção da criança para outra coisa que esteja acontecendo ao redor de vocês. 

Se conseguir usar o humor nessa hora, melhor ainda. Ela vai se distrair e talvez até esqueça daquilo que deu origem ao problema. 

4 – Fazer perguntas curiosas

Essa é mais uma das ferramentas da Disciplina Positiva que muita gente não conhece. 

A criança espalhou os brinquedos pela sala? Pois ao invés de ordenar (aos berros ou não) que ela guarde, você pode instigar uma ação da parte dela com perguntas como: você sabe como esse carrinho que está no tapete vai conseguir parar dentro do baú de brinquedos? 

Outro exemplo é quando a criança derrama o suco no chão. Em lugar de fazer um sermão e/ou ir lá e limpar, você pode perguntar: “Tem alguma ideia de como resolver esse problema?”.

5 – Focar na solução, não no problema

O seu filho brigou com o amigo da escola? E adianta fazer aquele discurso sobre quantas vezes você já disse pra ele não bater? Não mesmo! 

Pela Disciplina Positiva, devemos focar é na solução do problema, e não no problema em si. Faça uma pergunta curiosa do tipo: “O que você pode fazer em relação a isso?” ou “Como ajudar o seu amigo a se sentir melhor agora?”. 

Permita então que a criança proponha uma solução, com a sua ajuda se necessário.  

Aliás, a ideia de se focar na solução, e não no problema, tem sido cada vez mais usada dentro das empresas. O profissional do futuro deverá saber encontrar as respostas para os desafios do dia a dia, e não viver reclamando do que deu errado. 

6 – Aplicar a consequência lógica.

A criança não quer comer, você diz que ela vai ficar sem a TV? Mas quem disse que uma coisa tem a ver com a outra? 

Não devemos associar uma causa a um efeito que não esteja relacionado a ela, ou esse efeito deixará de ser uma consequência e passará a ser apenas uma ameaça sem sentido. Se ensinarmos à criança que “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, ela não saberá a reagir se, um dia, quem estiver no comando fizer mal a ela.

Por outro lado, a consequência lógica ensina que nós temos sim o poder de decisão. Mas que todas as nossas escolhas têm consequências, quem nem sempre são boas pra todo mundo. 

Porém, é importante lembrar que a ferramenta da consequência lógica deve atender a três princípios. São eles: 

  • A consequência em si deve ter relação com o comportamento. 
  • Ela deve ser razoável
  • Dentro do possível, ela deve ser antecipada, dando à criança a chance de escolher o que quer fazer. 

Usando o exemplo da criança que não quer comer: neste caso, você pode explicar a ela que, se ela sentir fome antes da próxima refeição, terá de parar de fazer o que estiver fazendo para para comer. E isso acabará atrapalhando a brincadeira. 

E é razoável dizer que se não almoçar agora, ela ficará sem comer até o dia seguinte? Não. Mas não tem problema determinar o que ela não poderá comer antes do café da tarde. 

Dá pra avisar antes à criança da consequência lógica de não comer, para que ela possa decidir o que fazer? Então o terceiro princípio também foi atendido. 

Com a ferramenta da consequência lógica você ajuda a criança a desenvolver seu senso crítico, para que lá na frente ela seja capaz de tomar melhores decisões

7 – Mostrar como fazer ao invés de dizer o que deve ser feito. 

Seu filho tirou todas as roupas da gaveta e jogou no chão? Que tal, sem dizer nada, simplesmente mostrar a ele como dobrar as roupas e colocar de volta no lugar novamente? 

As crianças aprendem mais quando fazemos do que quando falamos. Seja exemplo na hora de corrigir.

No mais, você deve saber também que a criança não joga os objetos no chão por mal ou para te irritar. Isso tem a ver com a curiosidade natural da infância, e que devemos preservar. A nossa Especialista Tamira Viana fala sobre isso neste vídeo:

8 – Usar comandos simples e diretos ao pedir algo à criança

O cérebro infantil não é maduro o suficiente para entender o “não”. 

Sendo assim, evite frases que comecem com essa palavrinha, como “não suba”, “não entre” e “não corra”. Ou o mais provável será a criança fazer justamente o que você está pedindo a ela para não fazer. 

Substitua essas frases negativas por: “desça daí”, “fique aqui” ou “ande devagar”.

Com comandos simples e diretos a criança vai entender muito melhor o que você está dizendo. E finalmente poderá te atender. 

9 – Praticar a escuta ativa 

A criança veio te contar uma coisa que aconteceu com ela? Muitas vezes pode ser algo banal pra você, mas pra ela provavelmente trata-se de um fato muito importante

Portanto, pratique a escuta ativa, ou seja, ouça com atenção, olhando pra ela – e não para a tela do celular. Essa conexão gera confiança, aumenta o vínculo e tem um impacto direto no comportamento da criança. 

10 – Cuidar de si 

Como assim? Mas Disciplina Positiva não tem a ver com a forma como eu cuido da criança

Claro que tem. Mas quem não cuida de si mesmo, pode ter mais dificuldade em cuidar do próprio filho.

Esteja atenta(o) à sua saúde física, mental e emocional. Assim, vai ficar muito mais fácil usar qualquer outra ferramenta. 

Quer aprender mais sobre esse assunto? Então confira os nossos cursos Educando com Disciplina Positiva e Entendendo o Comportamento da Criança

Eles já estão disponíveis na nossa plataforma MundoemCores.com.

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